Wednesday, April 19, 2006

Rio de Janeiro

Bem, voltando da "Cidade Maravilhosa", me arrisco a escrever um poema sobre as impressões sobre esta enorme metrópole.

Longe das praias
E das mulatas
Nos becos sujos
Fétidos, escuros e claustrofóbicos
O povo passa
Com seus jeitos, trejeitos
Carregando seus destinos
Suas sinas
Velhos gordos em carros de luxo
Homens macérrimos correndo e gritando
Aqui, a mediocridade impera
E tudo parece lindo
Para turistas e seus dólares
Barra Shopping
Shopping
Dopping
Dumping
Holding
Starving


Viva a cidade maravilhosa.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Parabéns por este post de merda.

Zoeira.

Muito me alegra notar as influências Drummondianas e Guilhermianas, fundidas ao expressionismo russo no mais puro modernismo dicotômico.

Aos olhos de um leigo, o jogo de palavras pode parecer obra do acaso, uma brincadeira de um vilão que degusta uma maçã dourada rindo sadicamente. Tal figura burguesa é retratada com todas as cores no já clássico verso "Velhos gordos em carros de luxo". Em outras palavras: A figura da malévola e folclórica BICHA VELHA.

A mensagem final do autor, todavia, pode passar despercebida. Mas a própria questão levantada por ele reflete o vazio que todos sentimos ao andar, andar e não sair do lugar. Na cidade maravilhosa, entretanto, podemos perder a carteira no exercício de tal atividade, de modo que a única salvação é seguir a luz. De um camburão.

Maravilha. Alberto?

11:23 AM  
Anonymous Anonymous said...

Apesar de você não ter gostado, eu gostei bastante desse post. Bem criativo e sagaz, pra variar =P

Te amo!

6:31 PM  

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