Pra que?
As vezes, caro leitor, eu me encontro em um dilema: Pra que escrever?
Não se dê ao trabalho de checar as respostas clichês de escritores conceituados e respeitados ou de caipiras que moram nos interiores, escrevendo seus sentimentos sem se preocupar com os leitores.
Eu me pergunto pra que eu devo escrever, vomitando idéias, sentimentos e pareceres em uma fútil sociedade kilt que se esmera em destruir o que minha formação (tanto mental quanto emocional) tentaram alicerçar em meu cérebro. Eu detesto grande parcela da população, e me questiono se desejo despejar minha alma nesses seres nefastos.
MALDIÇÃOOOOO... MALDIÇÃÃÃOOOOOOOOOOOOO!!!


1 Comments:
Escrever, prezado Gerhard, é a mais cult das atividades humanas.
Escrever é o que separa o menino com boina engraxate de Manchester do menino letrado, burguês, munido de uma cartola, que estuda construtivismo russo enquanto devora e se engasga com um leitão de ouro.
Escrever é um ato nobre, pois proporciona ao plebeu o mais íntimo dos prazeres: a interpretação. Sim, logo ela, a mais subjetiva e íntima das atividades humanas.
Eu posso ler um artigo sobre kilts e me limitar a dizer "QUEM?", ou eu posso ir além do kilt, me revoltar contra tal tecido, agente alienador, e montar um blog com posts decentes.
Cada um escolhe seu caminho, embora nem todas as ruas tenham paralelepipedos feitos de chocolate Wonka.
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