Friday, January 25, 2008

Parte 2

A humanidade chegou aos anos 2000 sem nenhuma referência de ação máscula evidente. E as consequências disso são claras, e severas. A programação televisiva parou de exibir desenhos violentos (e, por isso, formadores de caráter vigoroso) para exibir Barneys da vida. O aumento de crianças patetas foi o maior registrado na humanidade, os brinquedos pioraram. Desesperados, os últimos remanescentes da geração de filmes de macho, em idade para fazer alguma coisa, lançam a santíssima trindade que salvou a humanidade do caos: 007: Casino Royale (007 será abordado no próximo post. Assim como Rocky, ele merece um post próprio), 300 e, surpreendendo a todos, Rocky Balboa.

Casino Royale trouxe ao homem médio, a excitação de espionagem e jogo de azar, as bond girls, e o formato Bond de volta às telonas, com qualidade, após o deprimente Die Another Day. 300 mostrou ao mundo a volta dos homens musculosos destruindo uma porrada de gente da forma mais sanguinária possivel, enquanto Sly, na minha opinião, o melhor dos 3, levou Rocky aos que não conheciam, e levou nostalgia aos corações daqueles que, enquanto cresceram, foram moldados pelos berros de Mick e pelos cruzados de Apollo. Após Schwartznegger afundar com sua revitalização do personagem T-800 em Terminator 3, Sly estava com todas as odds contra ele. mas ele conseguiu.

E agora, meus caros, estamos em um momento glorioso. Esses filmes serviram para mostrar que os anos 80 eram sim culturalmente melhores, e que tudo o que nós tinhamos lá deveria voltar, porque o que está agora, está, francamente, uma merda. Após estes 3 filmes, fomos presenteados com Duro de Matar 4, com John McLane em grande estilo, distribuindo tiros, murros, sarcasmo e "Yippie kay-yey, motherfucker". Pouco tempo depois, a franquia Transformers foi revivida. Depois, soubemos que teríamos um filme mostrando Speed Racer. Mas nada, NADA, podia nos preparar para Sly, novamente ele, que mudou a porra toda quando começou a lutar boxe sendo Rocky Balboa nos anos 70, prometeu nos trazer de volta John Rambo, desta vez mais velho, mais puto e mais sanguinário.

Ignorando o que psicólogos modernóides e pessoas sensíveis sugerem, levem seus filhos para os cinemas em fevereiro, quando Rambo estrear. É o mínimo que um pai consciente faria por seus filhos, pois nada molda mais o carater de uma criança do que ter um herói, e há de se convir que um soldado furioso matando terroristas é um herói melhor do que um dinossauro roxo e possivelmente retardado. Citando novamente John McLane: Yippie kay yey, motherfuckers!

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