Friday, May 09, 2008

Bond. James Bond

Ian Fleming, em um momento de lucidez absoluta, decidiu condensar tudo o que um homem poderia ser em apenas uma figura. O espião com licensa para matar, a serviço da Inglaterra é o britânico mais relevante da humanidade. Sim, mais que o Paul McCartney. E sim, mais que o Robbie Williams, mas agora cala a boca, sua imbecil aí no fundo. É, você mesma.

Enfim, 007, como é identificado, passou por diversas fases, em uma nutshell, temos Sean Connery, com a era de ouro, machismo, alcoolismo, tabagismo, charme acima de qualquer coisa e diálogos mais afiados que um sabre de luz. Após alguns filmes, Connery começou a se aborrecer com o personagem e sua performance foi abalada. Era hora de chamar algum substituto à altura, alguém que pudesse preencher sua vaga com decência.

Era hora, mas não foi. Algum produtor, em uma demonstração completa de incompetência (e retardo mental) decidiu chamar Geoge Lazenby, que atuou apenas no filme 007: A Serviço Secreto de Sua Magestade. Para quem não conhece (grande parte da população), não é um filme ruim, ele tenta realmente dar uma chacoalhada na fórmula (Bond se casa, por exemplo) e conta com um vilão clássico (Ernst Stavro Blofeld, embora seja uma representação estranha, sem a S.P.E.C.T.R.E). O problema mora no fato de Lazenby ser tão carismático quanto um cactus sem os espinhos e pintado de verde limão, ao contrário do verde musgo natural. Lazenby foi demitido e Connery voltou para mais um filme (Diamantes São Eternos, um filme também com Blofeld, e provavelmente com a melhor música de abertura da franquia, cantada pela impecável Shirley Bassey). Aqui termina a era Connery.

Estamos em 1971, a franquia 007 já é gigantesca. Ser 007 é o sonho de 9 entre 10 homens (o homem que discorda também não recomenda Trident). Os estúdios da MGM convocam Roger Moore para o papel e, embora Moore tenha a expressividade de um boneco de cera sofrendo uma overdose de botox, ele protagoniza alguns bons filmes da série, e tem um estilo mais light. Algumas doses de comédia são inseridas aqui e ali, Moore bebe menos, fuma menos, é menos machista, é menos charmoso. Ele ganha mais aparatos tecnológicos, uma espécie de "meia na cueca", pois compensa a reformulação politicamente correta do personagem. Moore foi o ator que mais protagonizou filmes do 007, e seus maiores clássicos são Na Mira dos Assassinos, com Christopher Walken como vilão, Viva e Deixe Morrer, com trilha assinada por Sir Paul McCartney e Somente Para Seus Olhos. A era Moore transformou Bond de um gigante para um colosso, um monumento inglês inabalável.

No próximo post: A era Dalton, a reinvenção da era Brosnan e o início da era Craig. Além disso, uma análise profunda de Bond e o porque dele ser tão relevante para a humanidade.

Stay tuned.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Adorei o post! (novidade, você sempre manda muito bem)
Poxa! Eu pensei que você fosse falar sobre todos os Bonds em um post só, estou ansiosa para a continuação!
I'll stay tuned.

Te amo!

8:08 AM  

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