Sunday, January 29, 2006

Humanos

Paro agora para pensar no peculiar comportamento humano, o animal mais poderoso da Terra. Note que o homem não corre rápido, não é forte, não tem garras nem dentes, não voa e não nada bem. Somos macacos pelados fracos e ridículos. Entretanto, conseguimos sociedades complexas, tecnologias impressionantes e uma arrogância magnânima.

Me deterei, entretanto, à peculiar sociedade do Homo Sapiens do século XXI, moldada sobre valores antigos, guardadas no inconsciente coletivo junguiano. Notem os peculiares comportamentos humanos no que diz respeito ao cortejo das fêmeas:
- Os mais desprezíveis especimens do Homo Sapiens conseguem o maior número de mulheres.
- Agir como um completo imbecil, renegando a única coisa que nos faz superior aos outros animais (o cérebro) tem efeito.
- Demonstrações de força e coragem podem ser apreciadas.
- Aparencias são fundamentais.

Apenas com estes quatro pontos, podemos notar que as relações de cortejo nada mudaram da pré-história até hoje. A força em detrimento da inteligência e a busca por um macho de aparência agradável, que traria melhores genes se mantém. Será que a sociedade evoluiu de maneira desigual e ainda vivemos, em parte na época de hominídeos primitivos? Será que devemos rever nossos conceitos e transcender a sociedade material? Será que somos caixas de suco nos perguntando "Por que você não vem aqui? Temos uma cidade para amar!"?

Eu, sinceramente, não sei. Mas eu também não espero que você saiba. Obrigado.

Saturday, January 21, 2006

Tempo

O tempo. Ah, o tempo, santo remédio que cura as feridas. É o tempo que cura os amores passados e os que nunca virão...

Entretanto, odeio o tempo. Ele me consome desde o dia em que nasci. Ao passo que ele demora a passar, impedindo que eu deixe de existir, logo, de sofrer nesse mundo infeliz.

O tempo muda tudo, o tempo destrói e constrói. O tempo passa pra uns e pra outros parece nunca passar.

Ah, dá um tempo...

Wednesday, January 18, 2006

|o| \o\ |o| /o/

Aposto que o nome do post atraiu sua curiosidade. Aposto que você espera por um post ardiloso e sagaz. Aposto que você quer que esses aparentemente inofensivos símbolos sejam traduzidos. Aposto que você quer uma pérola incomensurável de conhecimento.

Procure outra freguesia. Aqui você encontra apenas a mesquinharia diária do ser humano, a falta de coração do próximo, o tédio de viver e a incerteza de morrer. Aqui você encontra apenas o que você não quer encontrar.

Wednesday, January 11, 2006

Brain Damage

Segue um trecho da música Brain Damage, do Pink Floyd. É a música que melhor descreve o nosso lado negro, a nossa loucura. Aproveitem:

The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me ´til I´m sane
You lock the door
And throw away the key
There´s someone in my head but it´s not me.

And if the clouds bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear
And if the band you´re in starts playing different tunes
I´ll see you on the Dark Side Of The Moon

Sunday, January 08, 2006

1 ano

Abandonando o cérebro, o pensamento, a frieza e o silêncio, me entrego para a emoção.

A um ano atrás, encontrei a pessoa mais especial do mundo, e por ela estou apaixonado até hoje. Aliás, o amor é algo a se discutir. O amor não é algo que você sente, algo que se possa falar levianamente. O amor se vive dia a dia, e é assim que passei esses 365 dias com ela.

Isa, eu te amo, obrigado por ser minha namorada por esse maravilhoso ano!

Saturday, January 07, 2006

Reflexões sobre o silêncio

...








Obrigado, comentem.

Thursday, January 05, 2006

Extremos

Não há certo ou errado. Não há bem, não há mal. Há o conceito defendido pelos poderosos em determinada sociedade de determinado local. Para os cristãos, o diabo é o mal, e deus é o bem. Para os satanistas, é o contrário.

Não há verdade. As concepções que regem nosso mundo são passageiras. Então o que fazer? Seguir as concepções de nossa sociedade ou aconselhar a todos a fazerem o que querem?

Eu sei lá, só escrevo um blog...

Wednesday, January 04, 2006

Tédio

O tédio nos acompanha. Sempre nos acompanhou. Estamos constantemente entediados, pois, se a vida é calma, é monótona e se é agitada, tanta agitação cansa.

O tédio ilustra que estamos sempre esperando algo, que não virá. O tédio é ganâncioso, pois é o sentimento que ilustra a nossa ânsia de transcendência. É uma tentativa de escapar desse mundo mesquinho e aparentemente palpável que vivemos.

Ainda assim, buscamos matar o tédio, nos ocupando de tarefas lúdicas. Insanidade. Nunca mataremos o tédio. Ele nos matará.

Tuesday, January 03, 2006

Sonho

Procurarei evitar a discussão pop do momento. Não direi que estamos vivendo em um sonho, não evocarei 1000 teorias de Matrix. Não farei a clássica pergunta: "Como você define o real?" e também não questionarei se os seus sentidos te enganam, como acreditava Descartes.

Eu não farei isso.

Faça você mesmo.

Monday, January 02, 2006

MMVI

Feliz Reveillon!! Feliz ano novo para os mortos no Iraque! Feliz ano novo para os famintos da África! Feliz ano novo para os desempregados da Av. Rio Branco! Feliz ano novo para os doentes incuráveis! Feliz ano novo para os miseráveis, de bolso e de espírito! Feliz ano novo para nós, humanos!!

Feliz, ano novo?