Sunday, February 19, 2006

Walter Cardoso

Bem, já falei sobre a miséria privada, a merda de vida que levamos e dei um banho na alma dos visitantes que aqui se aventuraram. Nada melhor que falar dos banheiros, então. Especialmente os públicos.

A estrutura dos banheiros públicos foi concebida por um gênio da tortura. As cabines, minúsculas, geralmente abrem para dentro, deixando pouquissimo espaço para se abrir a porta. Quando você vence esse obstáculo, vc nota que a tranca tem um sistema péssimo de encaixe em um mármore quebrado. Nota-se também que essa tranca fuleira vai agarrar pq está enferrujada como um navio que naufragou no século passado.

Dentro da cabine, de portas trancadas (ou algo similar a isso) você começa o serviço. Nessa hora você deve se dar ao trabalho de ler a sabedoria de gerações, escritas nas portas da cabine. Frases sábias como "ESCREVI E SAÍ CORRENDO, PAU NO CU DE QUEM TÁ LENDO!!" são intercaladas por declarações românticas como "Te amo, Renata!!" (note que é a pior mídia de declaração amorosa). Com o serviço terminado, resta limpar. Em sua residência, o o papel higiênico está bem localizado, naqueles rolos de fácil acesso. Em banheiros públicos, ou são aquelas malígnas caixas de metal, ou o papel está submerso em uma poça de urina, próximo ao seu calcanhar esquerdo. Aliás, da próxima vez, note a espessura do papel. 3 átomos de papel de espessura compoem a folha, uma mera sombra distorcida do que um dia foi um papel higiênico, nos bons tempos (ou na sua casa).

Agora, você almeja lavar as mãos e retornar ao seu agradável dia a dia. Há 3 tipos de torneira. Aquela que você torce e lava abundantemente, que é o modelo correto, você encontra na sua residência ou em raros banheiros. Você encontra, na maioria, um sistema de apertar. A torneira fica aberta por 1 nanosegundo, tornando impossivel a lavagem efetiva, sendo necessária a repetição constante do processo, mandando por água abaixo (perdão do trocadilho imbecil) o ideal de economia de água. O outro estilo de torneira, é a torneira high tech com sensor para ligar e desligar. Ah, claro. Quero um computador maligno e desalmado controlando minha higiene pessoal...

Secar as mãos no papel está ultrapassado. A moda agora são aqueles jatos de ar quente que fritam sua mão mas que ainda a deixam molhada. Tudo isso é para evitar germes. Até quando você chega na porta e pega na maçaneta contaminada por mais de 7 bilhões de bactérias por milímetro quadrado.

Obrigado e tchau.

Saturday, February 11, 2006

Se ela dança, eu danço.

Bem, mais uma vez derramando idéias vagas, pincelando noções e esboçando raciocínios, aqui estou eu. Desta feita, venho analisar uma faceta interessante do comportamento humano. Analisem comigo: você tende a brigar mais com as pessoas próximas a você. Mas isso leva elas a se afastarem de você, e se tornarem meros conhecidos, que você carece de intimidade para brigar. Então, a dicotomia inerente à humanidade é: buscamos aproximar as pessoas de nós, mas nosso comportamento inconsciente nos faz buscar o afastamento de todos ao nosso redor.

Agora, caro leitor, você se pergunta diversas coisas: "Mas esse mequetrefe já não falou do comportamento humano?"; "Qual é a relação do título da postagem com o resto do texto?"; "Aonde essa merda desse texto quis me levar?!"

Não vou responder nada disso, e não adianta ficar me olhando com essa cara de filha do padeiro.